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O Renascimento do E-mail Marketing

O Renascimento do E-Mail Marketing

 Em 1978, quando Gary Thuerk, gerente de marketing da Digital Equipment Corporation (DEC) enviou um e-mail para 400 usuários da ARPANET promovendo algumas das mais recentes máquinas da DEC, ele  estava esperançoso de que seus esforços seriam recompensados. Quando esses e-mails resultaram em US$ 13 milhões em vendas de equipamentos, dá para presumirmos que ele tenha ficado pelo menos um pouco surpreso.

(Também vale a pena notar que Thuerk recebeu várias reclamações de usuários da ARPANET que ficaram irritados com o fato de ele ter usado sua preciosa rede de comunicação quase exclusivamente acadêmica e científica desta maneira)

Ao longo dos anos 70 e 80, o potencial do marketing por e-mail permaneceu praticamente inexplorado, uma vez que as plataformas de e-mail amplamente disponíveis ainda não existiam. Já para a maioria dos usuários iniciantes na internet na da década de 90, o e-mail era a ferramenta mais útil e prática que a internet tinha a oferecer, e funcionava como um portal fácil de usar para as maravilhas da rede mundial de computadores.

E assim começou a era do spam.

À medida que o o uso do e-mail marketing se saturava, um novo cavalo entrou na corrida disposto a vencer: as mídias sociais. Plataformas como Facebook e Twitter começaram a absorver o market share da internet e a direcionar imenso volume de tráfego ipara seus sites. O e-mail clássico começou a parecer um dinossauro ao lado desses novos brinquedos.

Quem usava o email marketing, fez pouco para melhorar a plataforma durante mais de uma década. O meio havia se tornado obsoleto, criando uma lacuna de mercado que as mídias sociais tinham se apressado magistralmente para preencher. Os analistas de tendências começaram a pedir a cabeça do e-mail, e a narrativa “#emailisdead” nasceu.

O marketing de mídia social tornou-se a prioridade número 1 de todas as marcas. Como os orçamentos de marketing seguiam a percepção do público, as mídias sociais começaram a ganhar muito dinheiro (bem, a maioria delas …) e o marketing por e-mail foi relegado à categoria de “nicho”, uma circunstância na qual começou a florescer mais uma vez.

Como o e-mail se tornou uma ferramenta para alcançar o nicho de público e se distanciar da antiga abordagem “deus@ceu”, aqueles que mantiveram acesa a chama do email marketing resolveram avaliar o que estavam fazendo e descobrir como poderiam fazê-lo melhor .

Renascimento do email marketing

Relevância, segmentação de audiência, automação, análise de dados, machine learning e design thinking convergiram para criar novas e empolgantes abordagens para estratégias de email marketing. E-mails de marketing direcionados e personalizados para públicos segmentados de assinantes começaram a gerar grandes dividendos.

À medida que os dados continuam a alimentar o monitoramento e análise de marcas, o ressurgimento do e-mail cresce a cada dia, ajudado por uma certa “spamificação” das mídias sociais. Uma base de usuários de mídia social exasperada pela incessante abordagem está começando a se voltar para a comunicação via e-mail, uma plataforma na qual o usuário tem muito mais controle.

A análise avançada de dados e a otimização contínua com base nessas análises nos proporcionaram o renascimento do e-mail marketing: uma maneira relevante, fácil de usar e barata de atingir públicos em larga escala e regularmente.

E não é esse o sonho de todo profissional de marketing?